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Archive for Fevereiro, 2008

ando a fazer horas extra. stop. o quarto já é meu. stop. contrato a ser assinado na segunda feira. stop. mais notícias em breve. stop.

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«…Nesta altura Kublai Kan interrompia-o ou imaginava interrompê-lo, ou Marco Polo imaginava que era interrompido, com uma pergunta como: – Caminhas sempre de cabeça virada para trás? – ou: – O que vês está sempre nas tuas costas? ou melhor: – A tua viagem só se faz no passado?
Tudo para que Marco Polo pudesse explicar ou imaginar que explicava ou imaginarem que explicava ou conseguir finalmente explicar a si próprio que aquilo que ele procurava era sempre algo que estava diante de si, e mesmo que se tratasse do passado era um passado que mudava à medida que ele avançava na sua viagem, porque o passado do viajante muda de acordo com o itinerário realizado, digamos não o passado próximo a que cada dia que passa acrescenta um dia, mas o passado mais remoto. Chegando a qualquer nova cidade o viajante reencontra o seu passado que já não sabia que tinha: a estranheza do que já não somos ou já não possuímos espera-nos ao caminho nos lugares estranhos e não possuídos.
Marco entra numa cidade; vê alguém numa praça viver uma vida ou um instante que poderiam ser seus; no lugar daquele homem agora poderia estar ele se tivesse parado no tempo muito tempo antes, ou se muito tempo antes numa encruzilhada em vez de tomar uma estrada tivesse tomado a oposta e ao cabo de uma longa volta viesse encontrar-se no lugar daquele homem naquela praça. Agora, daquele seu passado verdadeiro ou hipotético ele está excluído; não pode parar; tem de prosseguir até outra cidade onde o espera um outro seu passado, ou algo que talvez tivesse sido um seu possível futuro e agora é o presente de outro qualquer. Os futuros não realizados são apenas ramos do passado: ramos secos.
– Viajas para reviver o teu passado? – era agora a pergunta de Kan, que também podia ser formulada assim: – Viajas para achar o teu futuro?
E a resposta de Marco: – O algures é um espelho em negativo. O viajante reconhece o pouco que é seu, descobrindo o muito que não teve nem terá. …»

…fui roubar-te um pedacinho do texto, meu rei a… mas prometo retribuir em géneros, quando voltar! :-P

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quando surgiu a possibilidade de vir tentar viver para as terras de sua majestade não creio que me tenha apercebido realmente do que esta possibilidade poderia ser. de certa forma passei os dias a tentar convencer-me de que isto não era uma grande coisa. era apenas uma experiência, como qualquer outra. seria, sobretudo, uma viagem de férias: se passado o primeiro mês tudo estivesse parado, pois nem sequer seria necessário que estivesse mal, voltaria para casa. a bagagem não é muita: a mochila das férias, a carteira e o portátil. nada que não se consiga transportar facilmente. continua a ser a minha bagagem. se alguma coisa correr mal, ou se estagnar, basta pôr a mochila às costas e seguir viagem. um mês passou. na verdade, já passou mais de um mês. balanços?!? não os quis realmente fazer. não que não valha a pena, mas será que os devo fazer? é óbvio que nem tudo correu como eu esperava, ou como eu queria que corresse. mas isso não é propriamente negativo. neste momento é apenas uma realidade. muitas coisas, tenho de admitir, correram muito melhor do que eu esperava. acabei por vir parar à melhor casa das redondezas. já é escusado continuar a gabar os meus “novos” housemates… tem sido extraordinário partilhar a casa com pessoas tão diferentes de mim, com quem tenho andado a construir pontes e a derrubar muros. é bom sentir-me em casa, mesmo estando longe de casa e de tudo o que me faz tanta falta. é bom ouvir que já faço parte da casa, porque mesmo quando o sinto, por vezes é importante que tudo se apresente claro. e quando os housemates, que acabaram de nos conhecer, nos dizem que não nos querem deixar ir embora, como podemos resistir? claro que as grandes coisas são importantes, os gestos excepcionais, mas os pequenos gestos, aqueles discretos que acontecem quando menos esperamos, são tão mais importantes… e fazem-nos sentir tão estimados, tão reconhecidos, que a última coisa que acabamos por querer é sair. tem sido assim. quase tudo tem acontecido assim: do nada, o Mk diz-me que não posso ir embora. pouco depois, a caminho do que tem sido o meu trabalho, o S faz saber que não quer que eu vá embora. há uma semana atrás o A, o mais distante e frio dos housemates, diz-me claramente que acha que eu devia parar de procurar casa, que devia ficar com o quarto dele que, ainda por cima, é o quarto mais porreiro da casa. no dia seguinte traz o formulário que eu tenho de preencher e a namorada, a K, ajuda-me a preenchê-lo. mais do que isso, não hesita em ficar como a minha garantia (uma espécie de fiadora) e diz-me que, para todos os efeitos, tenho estado a viver em casa da mãe dela, o que quer dizer que a empresa lhe vai escrever a perguntar como sou eu enquanto inquilina. o M, depois de um momento de estranheza, lá acabou por admitir que não me consegue imaginar a sair daqui de casa, porque para ele eu já moro aqui… e eu lá acabo por admitir que não quero sair daqui, porque me sinto em casa, porque, como dizia o S muito contente, agora a nossa “pequena família” não se vai mesmo separar e como acrescentava o Mk, porque a casa assim parece tão perfeita que seria um crime se eu fosse embora! :D até prova em contrário, é aqui o meu lugar. isto não é um balanço, nem tem de ser. é apenas o que me tem acontecido, o que, consequentemente, me tem feito sentir que, por agora, é aqui que eu pertenço. posso deixar de pertencer num instante, mas por agora o que importa é o agora… o depois virá a seu tempo, quando assim tiver de ser (não havia uma música que dizia qualquer coisa assim?!?)…

entretanto começo em contagem decrescente para o próximo domingo… dia apenas relativamente importante, até porque num início de ano cheio de mudanças, o que importa celebrar mais um aniversário que, ainda por cima, me aproxima vertiginosamente dos tão falados trinta… anyway… será o primeiro aniversário longe de casa, longe dos meus pais, dos meus amigos… estou by my own, passo a maior parte do tempo a falar (mal q.b.) numa língua que não é a minha, tentando a adaptação a um sítio bastante distinto de todos os sítios por onde já passei… por isso esta contagem decrescente não é real, não é decrescente, e muito menos contagem. é o tempo que passa, tão diferente e tão igual ao tempo que passa em qualquer outro lugar… pelo sim pelo não, vou comprar alguma coisa para me oferecer a mim própria no próximo domingo… but just because i deserve it :-p

[e sim, tive direito a prenda no dia comercial desta semana que terminou. e esse facto tem dado pano para mangas aqui em casa…]

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anti-valentine-2008.jpg

(e, para dar cumprimento à tradição, podem ir ver muitas outras mensagens românticas aqui…)

;-)

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… um mês…

daqui a poucas horas faz um mês que aqui estou…

(mas como amanhã vou trabalhar, os balanços ficam para depois!)

(o que não fica para depois é o meu agradecimento a tod@s os que me têm feito chegar as constantes boas vibrações! e claro, adoro-vos! )

:-) **

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os updates aqui estão:

passei a semana inteira a trabalhar… picking underwear… agora, que já estou habituada ao trabalho, que já conheço todos (ou quase todos) os atalhos para o armazém, as coisas não parecem tão más. o pessoal de lá, no geral, também é simpático e prestativo… excepção feita a dois tipos muito estranhos que por lá andam e que no final da semana acharam por bem mandar umas quantas bocas… mas não há problema… quando eles estão por perto, faço sempre de conta que não percebo patavina de inglês… afinal, lá diz o ditado que só se liga à merda quando se está distraída! :-P no final da semana conheci lá um rapaz indiano, muito simpático, com quem pude conversar imenso porque apanhamos o mesmo autocarro aqui para a city

entretanto, o M adoeceu… no início pensámos que só queria atenção, como bom mimalho que é… mas agora estou mesmo preocupada com ele, porque continua doente, e já nenhum de nós sabe o que fazer…

o fim de semana foi bom. passamos o sábado em casa, em amena cavaqueira, a jogar futebol na xbox do S. o Mk trouxe um amigo que ficou por cá, por isso a casa esteve cheia. O domingo foi o nosso “dia em família”: eu e o S cozinhamos, o Mk lavou a loiça, terminamos a tarde a ver o lord of the rings: the two towers. e foi tão bom ouvir o Mk dizer que eu não posso sair daqui, que devo esperar que o A vá embora (acho que vai no fim do mês) para ficar com o quarto dele, e o S. dizer exactamente a mesma coisa… e acrescentar que estiveram a conversar e que decidiram que não me vão deixar sair e que não permitem que o quarto do A fique para outra pessoa… porque, diz o Mk you’re a nice, funny and helpful girl, and we are really happy ‘cause you are here with us…

anyway… continuo à procura de quarto… já tenho alguns contactos, só não tenho tempo para ir ver os quartos porque continuo a trabalhar far far away o que quer dizer que chego a casa por volta das 8 da noite… e esta semana, mais trabalhinho pra mim!!!!

(Ti: mesmo que não quisesse, as caminhadas continuam a ser feitas… todas as manhãs, meia hora até à paragem de autocarro, o dia todo a andar (sim, puxar o trolley também é andar!) e à noite, outra meia hora para chegar a casa! :-P )

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