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Archive for Outubro, 2006

… oito…

… semanas desde o nosso (des)encontro…
[Ao som de Flying High, na belíssima voz de Jem…]
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… sábado…

… dia de pintar as unhas de rosa choque, de chorar a rir a ver a idade do gelo 2: descongelados, e de te dizer que, mesmo sabendo que continuamos num “silent mode“, me apeteceu dizer-te “olá”…
[nota importante: escrevi isto antes da meia noite… e para além disso, como daqui a um bocadinho a hora muda, agora é, oficialmente, sábado! … e se não é oficialmente, é sábado por decreto desta muito humilde …salinha… que agora, de humilde não tem nada!]

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… casas de banho…

A casa de banho da sala de profs da escolinha xpto não é nada de especial. Não tem uma decoração minimalista, música ambiente, ou toalhas de linho bordadas. Não tem nenhuma saboneteira em forma de concha, nem um balde do lixo camuflado. Na verdade é uma casa de banho normalíssima. Nem sequer é uma daquelas para onde podemos ir dar umas passas às escondidas (coisa típica de liceu, pela qual eu, orgulhosamente, passei!). Claro que tudo isto é conversa, nada relevante para o caso em questão… e o caso em questão tem tanto de absurdo como esta conversa da casa de banho da escolinha. Para quem começa já a pensar em cenas de sexo escaldante na casa de banho… bem…. pode deixar de pensar. Não presenciei nem soube de nada tão empolgante…

Voltando à casa de banho… sendo normalíssima, tem dois compartimentos, em cada um dos quais está uma sanita, pois claro! Ora, no compartimento que fica mais próximo da janela, está um papel colado na porta cujo conteúdo já quase consegui decorar (o que quer dizer que vou muitas vezes à casa de banho, é certo!). O dito papel acaba por ser uma vantagem, uma vez que nos impede de problematizar a existência quando estamos sentados na sanita. Mas, e quando o conteúdo do papel está praticamente decorado, o caso muda de figura… ontem dei por mim a pensar: “ok… ou a sanita está mais baixa, ou a porta mais alta, ou eu mais miserável….”
[nota importante: reservo-me o direito de me sentir miserável depois de três horas seguidas de reuniões… sobretudo se esse “sentir miserável” depois me permitar dar umas valentes gargalhadas!]

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… retrato…

Há pouco olhava o teu retrato e reparava na curva do teu cabelo. Admirava o seu escuro brilho, e quase sentia a sua sauvidade na minha mão. Uma leve brisa trouxe até mim o teu cheiro. Suspirei e abotoei o casaco. Ouvi-te rir da minha maneira de falar. Recordei a tua estranheza face à minha ausência de pronúncia. Segredaste-me ao ouvido a tua paixão pelas gotas cristalinas da chuva. Lembrei-me de nós misturados com o cheiro da terra molhada. Vi-nos com o sabor do café, e percebi que nem sequer me lembro de falarmos acerca de café… Recordei o que me disseste acerca do vinho… e reconheci-me, como sempre, uma perfeita ignorante no que à enologia diz respeito. Sorri com a recordação dos ornitorrincos… e com o comentário dos tubarões!
Há pouco olhava o teu retrato e reparava na solidão do teu olhar. Admirava a seriedade dos teus olhos. O abandono. A repulsa. E quase os sentia como facas que me tentam afastar a todo o instante. Uma qualquer nota solta de João Gilberto, ou de Ryuchi Sakamoto, ou de qualquer outro que trocámos, faz-se sentir a melodia do teu toque. Suspiro. Não faço nada. Perco-me no tempo e contemplo a única coisa tua que sempre tive: o teu retrato…

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Pela primeira vez fiz uma participação escrita. Não gostei de o fazer, mas fui obrigada a isso. Sinto-me mal, desencantada, desiludida. Apesar de ser uma turma complicada e difícil (e muitas destas dificuldades serão explicadas pelo percurso de vida dos alunos), acreditei que seria possível desenvolver um trabalho interessante, dinâmico e estimulante. Agora deixo o desencanto falar mais alto e digo que me enganei. Talvez amanhã, ou depois, o quadro não pareça tão negro. Por agora dói-me a participação que fiz. Sei que tenho razão, mas não é por isso que deixo de sentir o gosto azedo da desilusão… :(

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Nem todas as histórias têm finais felizes. Mas isso não quer dizer não possam, eventualmente, ter um final aceitável… um daqueles finais que terminam definitivamente, que abrem a possibilidade de novos ciclos tomarem conta das nossas vidas…

A tal sms de assombro, e as outras que se lhe seguiram, assumem-se como os pontos finais desta longa e, aparentemente, interminável história. Não passaram dez anos… mas passaram quase sete… E não se trata de me merecer ouvir ou não… Mesmo que não o merecesse, acabou por me ouvir. E o que mais me faz entender tudo isto como o derradeiro final não foi o reconhecer a mesma voz de sempre, mas antes o ouvir-me nova, ouvir-me como nunca me tinha ouvido antes, e perceber que finalmente tudo acabou. Disse-lhe que não sou ninguém para perdoar. Que também lhe peço perdão e que lhe agradeço… não fosse a nossa história e não seria hoje quem sou. Depois, e antes de fechar a porta definitivamente enviei-lhe a sms final: Nunca me hei-de esquecer do que vivemos – do melhor e do pior – e é por isso mesmo que só te posso perdoar. Oxalá encontres a paz e o equilíbrio que procuras desde sempre. Um abraço apertado para ti.
Agora sim. A porta fechou, o ciclo fechou-se… o caminho surgiu à minha frente com uma clareza luminosa… e eu sinto-me mais leve do que nunca!

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