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… just wondering…

I’m someone who is looking for love, REAL LOVE. Ridiculous, inconvenient, consuming, can’t-live-without-each-other LOVE.

muito daquilo que queremos dizer já foi dito. para grande frustração nossa, a maior parte das vezes já o foi da forma mais inteligente, engraçada e oportuna… mas não por nós. o que eu quero é o que a carrie disse… e agora?…

ontem foi dia de cohen em lisboa. eu por aqui estive roidinha de inveja… vinguei-me com doses extra de sex and the city… mas, aqui entre nós que ninguém nos ouve, continuo cheia de inveja da B., e em ânsias para saber, em detalhe, como foi…

desde que cheguei a terras de sua majestade…

fim de semana à porta. planos? não fazer absolutamente nada. não cumprir objectivos definidos. ignorar propositadamente as médias aceitáveis de produção…

estou cansada. ando tristonha. quero um verdadeiro verão – coisa estranha, visto que nem sequer gosto muito de calor! – acompanhado de super bock e tremoços, caminhadas à beira-mar, e torcer o nariz quando tenho de comer alface.

… tirando isso… bem… tirando isso, tenho saudadinhas do meu amiguinho T, que agora está a trabalhar noutro departamente e, por isso, nem sequer conseguimos almoçar juntos, quero voltar a estar cansadissíma porque me fartei de trabalhar (e não porque tive de parecer muito atarefada!), e quero continuar com as minhas lições de russo e polaco…

Plano? não fazer a-b-s-o-l-u-t-a-m-e-n-t-e–n-a-d-a. tenho dito. humpf.

… música do dia…

A culpa não, não é do sol, se o meu corpo se queimar
A culpa não, não é do sol, se o meu corpo se queimar

A culpa é da vontade, que eu tenho de te abraçar

A culpa não, não é da praia, se o meu corpo se ferir
A culpa não, não é da praia, se o meu corpo se ferir

A culpa é da vontade, que tenho de te sentir

A culpa é da vontade, que vive dentro de mim, e só morre com a idade, com a idade do meu fim..
A culpa é da vontade..

A culpa não, não é do mar, se o meu olhar se perder
A culpa não, não é do mar, se o meu olhar se perder

A culpa é da vontade, que tenho de te ver,

A culpa não, não é do vento, se a minha voz se calar
A culpa não, não é do vento, se a minha voz se calar
A culpa é do lamento que sufoca o meu cantar

A culpa é da vontade, que vive dentro de mim, e só morre com a idade, com a idade do meu fim..

A culpa é da vontade, que vive dentro de mim, e só morre com a idade, com a idade do meu fim..

A culpa é da vontade
A culpa é da vontade
A culpa é da vontade
A culpa é da vontade

… o tempo passou rapidinho por aqui. faz hoje cinco meses (cinco!!!!!!) que cheguei… nos entretantos, já fui matar saudades da casinha portuguesa, e minha Mamã e a B. já aqui vieram fazer uma belíssima (e curtíssima, porque soube muito bem, mas a muito pouco) visita, já se têm em vista novas visitas, novas emoções à flor da pele… e a primeira imagem, do cinzento e da solidão, já se foi embora, para dar lugar a cada vez mais verdes e mais sorrisos. cinco meses passam rápido. demasiado rápido…

… acho que…

ando com algumas saudades de mim…

tudo, aparentemente, igual. apesar das férias terem passado num instantinho, também sabe bem voltar a esta outra casa. confesso que já sentia falta dos meus housemates e das conversas ligadas à bola! :D já estamos tão habituados uns aos outros, que uma semana consegue parecer bem mais do que é.

as leituras foram-se fazendo: o meu querido nick hornby acompanhou-me por aqui nos primeiros meses. li também o último livro de mark haddon, um pequeno inconveniente. agora trouxe mais livrinhos. alguns, recomendações. outros, intuições. tudo em português. em inglês, compro por aqui…

cheguei a ouvir mazzy star… foi bom chegar assim… agora volto a deliciar-me com o primeiro trabalho dos belle chase hotel… mas claro… em directo, na last.fm, está tudo o que vou ouvindo…

… férias a acabar…

e nem metade das saudadinhas se mataram…

é uma vergonha, bem sei, mas a vontade de escrever anda, com certeza, entretida noutros lados, bem longe deste pequeno palacete com ares de grande coisa porque insiste em manter o seu sotaque inglês… mas, finalmente, aqui estamos nós…

as novidades não são muitas… ou, por outra, até podem ser, mas no fundo não passam de coisas corriqueiras e que, portanto, nem sequer podem ser entendidas como novidades. anyway… em terras de sua majestade, quem não tem o tão famoso british accent farta-se de trabalhar… e, verdade seja dita, nada tenho a dizer acerca disso. agora que não passo os dias rodeada de underwear, e sobretudo agora que vejo o meu trabalho devidamente reconhecido pelos supervisores, os dias correm muito mais contentes. o housemate S trabalha no mesmo sítio que eu, embora noutro departamento. tal facto garante que as (longas) viagens diárias sejam quase sempre uma verdadeira diversão e que o almoço seja acompanhado de muitas gargalhadas. o S é, diga-se de passagem, uma pessoa extraordinária… ou, como lhe escrevi no postal de aniversário, the best crazy friend that I could ask for.

a casa continua igual a si própria… pouco há a dizer. a não ser que, durante uns dias me vou ausentar desta casa para ir matar saudadinhas de uma outra casa… ah pois é… começa a contagem decrescente para a minha ida a terras lusas! :o)

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